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O processo de formação de identidade de uma pessoa envolve vários fatores. A percepção da própria imagem, com as mudanças provocadas pelo tempo, é também importante. Ou seja, depende de fatores próprios da criança, como o seu desenvolvimento cognitivo, e de vários fatores ambientais, que reforçam e determinam papeis e significados.
O processo de aquisição de identidades começa com a interação do indivíduo com o mundo que o cerca, quando dá às pessoas e coisas um valor específico, único e insubstituível que o caracterizará. Assim, quando pequeno, a relação envolverá pais e irmãos, bem como brinquedos e objetos.
Com o tempo, esse universo de pessoas e coisas se amplia. Ao chegar à adolescência, o indivíduo, para tornar-se independente, contesta e critica grande parte dos valores que lhe foram fornecidos, criando assim, um mundo pequeno.
Ora, imaginar que a padronização de roupas, condutas e valores em uma irmandade de gêmeos auxiliam em qualquer aspecto do processo de crescimento é, no mínimo, um equívoco.
Para que as pessoas se desenvolvam de maneira adequada, elas devem ter chances de construir o próprio universo de forma como lhes parece mais adequada e, para isso, necessitam de liberdade e de material que lhe permitam a opção de escolha.
Não existe uma regra para saber se o fato de criar gêmeos de forma semelhante é ruim ou não. No entanto, é importante enfatizar mais as diferenças do que as igualdades.
O ser humano é um indivíduo único. Favorecer essa construção é permitir a autonomia, a capacidade de individualização e a possibilidade de escolha.
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