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1. Excesso de sal
A tendência é colocar na papinha uma quantidade de sal similar à usada na alimentação de adultos, que normalmente, consomem diariamente mais sódio do que o recomendado pelas organizações de saúde. O resultado é que a criança se acostuma a ingerir o ingrediente em maiores quantidades e, mais tarde, fica difícil reduzir o consumo. O excesso de sal na alimentação está relacionado à hipertensão e às doenças cardiovasculares.
2. Carência de ferro
Muitos acreditam que os bebês não precisam comer carne sistematicamente. Ao contrário, o recomendado é incluir carne de boi, frango ou peixe nas duas refeições mais importantes do dia. Essas são as fontes de ferro mais facilmente absorvidas pelo organismo. Leguminosas e vegetais verde-escuros também são ricos no mineral, mas de um tipo de ferro que não é assimilado tão facilmente. Para aumentar a absorção, recomenda-se consumi-los junto com sucos de frutas ácidas, como laranja.
3. Bater papinha no liquidificador
O ideal é cozinhar bem os ingredientes e amassá-los com o garfo. Assim, a papinha ganha uma consistência que estimula movimentos de mastigação e de deglutição importantes para o desenvolvimento da musculatura facial e de funções ligadas á digestão. Além disso, é a forma de o bebê descobrir as diferentes texturas dos alimentos.
4. Não variar o sabor das refeições
Misturar todos os ingredientes sem realçar o sabor de nenhum, não mudar os temperos nem a cor das papinhas é a fórmula quase certeira de criar uma criança que não quer experimentar alimentos diferentes e não tem uma alimentação diversificada que possa garantir o consumo de todos os grupos de nutrientes necessários à saúde.
5. Não deixar o bebê brincar com a comida
Ao pegar comida com a mão ou tentar colocar a colher na boca e se sujar todo, o bebê está descobrindo os alimentos e associando a alimentação a coisas boas, ao lúdico, ao prazeroso. É um caminho para criar bons hábitos alimentares. E, quem sabe, um futuro gourmet.
FONTE: Maria Luiza Ctenas, nutricionista da C2 Consultoria em Nutrição; e Pérola Ribeiro, docente do curso de nutrição de Universidade São Francisco (Bragança Paulista-SP).
Trecho retirado da reportagem "Pequena Gastronomia" do Jornal Folha de São Paulo (17 de maio de 2007).
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